domingo, 28 de setembro de 2008

Editando fotos com o IrfanView


Eu nunca havia utilizado o IrfanView porque me habituei a outros softwares de edição - já utilizei o próprio Paint do Windows, o XNView, o Microsoft Photo Editor, o Photoshop, entre outros (aqui, coloquei em ordem crescente de dificuldade de uso).

O IrfanView é bastante indutível, apesar de ser uma versão em inglês. Não encontrei dificuldade em editar as fotos, de maneira geral, com exceção da opção "selecionar", para selecionar uma parte da imagem, que me pareceu pouco clara. O restante que fiz (redimensionar, mexer nas cores, salvar, converter formatos) me pareceu bastante simples, sem maiores problemas.

A foto 1 (abaixo) é a foto redimensionada em largura 500. Coloquei-na no seu tamanho original aqui no post, para que ela ficasse bem visível:

Nesta foto, apenas equilibrei cores e ajustei brilho e contraste. Não houve cortes. Já na próxima imagem (abaixo), fiz o corte para excluir a parte inferior da imagem. A foto foi tirada dentro do carro e parte do pára-brisa apareceu. Na primeira tentativa, a foto ficou assim, porque deixou em preto tudo o que foi apagado. E demorou a carregar, porque estava em tamanho original.

Na segunda tentativa, consegui reduzir a imagem ao exato tamanho e corte que eu queria.

Em suma, percebi que o software tem algumas possibilidades interessantes (como slideshow, por exemplo), mas que nem tudo é tão simples à primeira vista. Seria preciso mais alguns dias de prática, e pretendo fazê-lo ao longo dos próximos exercícios.

domingo, 21 de setembro de 2008

Quem procura, acha (mas nem sempre)

Que a Internet se tornou um campo irresistível de pesquisa (com um banco de dados inacreditável) todo mundo já sabe. Mas e a qualidade das pesquisas realizadas, satisfazem? Isto é o que pudemos testar no último exercício do curso Jornalismo 2.0: Oportunidades e Desafios na Era Digital, que estou participando no momento e que é a razão deste blog existir.

A proposta: buscar em oito sites de busca diferentes os 5 primeiros resultados para "cura do stress". Eis aqui o resultado da minha pesquisa, mas os comentários mais relevantes constam abaixo.

O Google (favorito nas minhas buscas diárias) perdeu para Yahoo!, Altavista e MSN ao não trazer nenhum resultado relevante à pesquisa. Aliás, de maneira geral, só dois endereços atenderam ao objetivo da pesquisa em minha opinião: um PPT encontrado em Yahoo! e Altavista e um artigo escrito por um médico que ficou em 4º lugar na busca do MSN.

Outro dado curioso: de 40 resultados, 25 eram endereços de blogs, e apenas 13 eram páginas ou websites. Ou seja, a maior parte era comentário "leigo", não pela não confiabilidade do conteúdo dos blogs, mas pelo conteúdo destes blogs em específicos (blogs pessoais). A maioria dos sites ofereceu links patrocinados, alguns em espaço distinto, outros misturados aos resultados.

Mais uma observação: de 40 resultados, tínhamos apenas 16 itens distintos encontrados, o que significa que muitos deles se repetiram (um total de sete encontrados que se repetiram em quase todas as buscas). Alguns dos sites encontrados pareciam não ter relação nenhuma com a busca. Se alguém for solidário, pode me explicar o que significa isto?

Ah, sem esquecer que 4 resultados remeteram a este mesmo exercício de busca, o que acabou criando uma distinção entre os resultados. Na minha opinião, a busca seria mais efetiva se tentássemos complementá-la com outras, do tipo (stress+terapias, estresse+tratamento, etc). As buscas trouxeram poucos resultados interessantes a quem buscava saber mais sobre a cura do stress, mas, felizmente trouxeram uma coisinha muito engraçada, que foi este videozinho.

Resumo da ópera: farei mais buscas complementares e não confiarei tanto assim no Google.

Criador da Internet critica credibilidade de dados da rede

Do site Jornalistas da Web

O criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, afirmou que os internautas precisam procurar diferenciar o que é verdade dos boatos lançados na rede. As informações são da BBC Brasil.
Em entrevista à emissora britânica, o cientista britânico Tim Berners-Lee informou que está preocupado com a forma como a Internet está sendo usada para disseminar informações erradas.

Para Berners-Lee, grupos pequenos de pessoas usam a rede para disseminar "teorias da conspiração de todos os tipos que se espalham para milhares de pessoas e podem ter efeitos devastadores". Ele defende a criação de um sistema que categorize os sites de acordo com a sua confiabilidade. Berners-Lee e outros cientistas já pensaram em formas de criar um mecanismo simples de categorização, mas não chegaram a um mecanismo ideal. O estudioso lançou neste mês a Fundação Web, que se dedica a melhorar a confiabilidade da internet e aumentar a inclusão digital.

A polêmica começou quando, na semana passada, a Organização Européia para Pesquisa Nuclear lançou um gigantesco acelerador de partículas. Na véspera, vários boatos circularam pela internet de que a entrada em funcionamento do acelerador poderia criar um buraco negro que engoliria a Terra.

domingo, 14 de setembro de 2008

Portal iG lança site e organiza blogs em espaço próprio

Do site Jornalistas da Web

O iG, portal que possui o domínio BliG para criação de blogs, criou um novo espaço para reunir todas essas páginas de forma organizada. O novo site é dividido por seções e também conta com uma busca por ordem alfabética.

Entre os jornalistas e blogueiros do iG, há comentários de Alberto Dines (Observatório da Imprensa), Caio Blinder (Manhattan Connection), Luis Nassif (Folha de S. Paulo), Sérgio Patrick (Rádio Bandeirantes) e os jornalistas Ricardo Kotscho e Milton Neves. JW.

Bibliografia de Cibercultura

Dica para encontrar bibliografias sobre estes assuntos: blog do professor Alex Primo.

Testando o tal do RSS, aquele do quadradinho laranja


O RSS tem várias particularidades, na minha opinião. Eu já utilizava o serviço do Google Reader, mas optei por instalar um aplicativo no PC para ver quais as diferenças.

De maneira geral, o sistema de RSS é algo que traz praticidade para o usuário, pois permite reunir o conjunto de informações de seu interesse em uma espécie de "centralizador de conteúdo", que é o objetivo do sistema. No entanto, é necessário um conhecimento razoável de internet para utilizá-lo. Acredito que os internautas que estejam familiarizados com a web não tenham problemas para entender como o RSS funciona e como fazer dele uma ferramenta bastante útil.

Quando fui buscar por um aplicativo, encontrei uma quantidade enorme de opções para download, que não imaginava que existiam. Talvez por estar mais familiarizada com a marca Google, eu não tenha pensado duas vezes e utilizado o serviço online do Google Reader. O Feedreader 3.13, leitor que utilizei neste exercício, tinha uma quantidade razoável de downloads, mas não era o software mais utilizado. Escolhi este, que me pareceu um modelo intermediário (isto é, não muito conhecido mas também não muito desconhecido).

O Feedreader 3.13 é fácil de instalar e de utilizar, e tem um layout semelhante ao outlook, o que torna o painel de visualização bem familiar, semelhante a uma caixa de e-mails. É de fácil uso, embora não se consiga entender seu mecanismo de acessar hiperlinks. Alguns executam, outros não. Além disso, permite que o usuário acesse os conteúdos na sua página original.

Em comparação ao Google Reader, achei o Feedreader de uso mais fácil. A desvantagem é que preciso do software, ou seja, não consigo acessar de qualquer computador.

Para começo de conversa


Sou da opinião que um usuário comum de internet, não-jornalista, pode perfeitamente fazer as funções de um repórter, isto é, captar uma informação, checá-la, registrar depoimentos e imagens, e torná-la pública através das ferramentas que compõe a Web 2.0. No entanto, isso corresponte ao factual e ao opinativo, e o jornalista deve ir além do factual e do opinativo. Informação e opinião há por aí em excesso, e tudo se perde no infinito espaço da rede.

Acho que cabe a nós o conhecimento mais aprofundado das ferramentas de que dispomos (capacidade de gerenciar a informação do público e de produzir conteúdo de qualidade e credibilidade) para podermos gerar outros produtos que também são informação, mas, nesse caso, informação elaborada, pensada e planejada. São conteúdos diferentes o produzido pelo leitor-repórter e o produzido por nós, jornalistas. Somos nós quem damos a credibilidade à informação. Acho que o "mundo ideal" seria se ambos pudessem coexistir em equilíbrio, ou seja, houvesse sempre um internauta comum disposto a produzir conteúdo, e um jornalista disposto a interagir com este conteúdo gerando algo novo.

A Web e suas versões


É interessante analisarmos as transformações da Web desde quando ela chegou ao Brasil até os dias atuais. É possível perceber estas mudanças mesmo dentro de nossa própria casa. Minha família, por exemplo, adquiriu um computador pela primeira vez em 1998, quando eu começava o primeiro ano do segundo grau. Era importante para fazer trabalhos escolares, pesquisas na Internet (que nesta época era discada e de provedor pago), imprimir conteúdos.

Hoje, dez anos depois, temos quatro computadores, internet banda larga, e quatro pessoas em casa familiarizadas com as ferramentas online, cada qual no seu nível de familiaridade. Este exemplo foi para mostrar que não apenas a Web atualizou-se em pouco mais de dez anos de existência no Brasil. Os usuários de computadores de dez anos atrás também evoluíram, e, principalmente, para tornarem-se usuários de Internet.

Para início de conversa, as diferenças entre as chamadas Web 1.0 e 2.0 não existiriam sem o desenvolvimento tecnológico e de ferramentas indispensáveis. O barateamento do serviço de banda larga possibilitou a transição das conexões dial-up para uma Internet de mais fôlego. Isso foi essencial para que pudéssemos incluir os produtos da Web 2.0 no dia-a-dia da maior parte dos internautas.

No que diz respeito às diferentes versões, pode-se dizer que a primeira fase da Internet é classificada como estática, enquanto a nova fase possui um dinamismo cujo centro é o internauta, através da produção do chamado conteúdo colaborativo. Mas por que razão uma é estática e outra dinâmica?

Não creio que Web 1.0 e Web 2.0 sejam apenas diferentes fases de uma mesma evolução. É possível dizer que elas podem coexistir, porque encontramos hoje exemplos de cada uma delas. Por exemplo: ao buscar URLs que possuam a palavra-chave “Machado+de+Assis”. O primeiro resultado da busca remete para o Wikipedia, que contém informações sobre vida e obra do escritor brasileiro. O segundo resultado aponta para o site Releituras.com, que possui conteúdo semelhante ao do primeiro resultado.

A diferença está nas possibilidades que cada opção oferece. Na Wikipedia, que é uma enciclopédia online colaborativa, é possível, além de visualizar o material que eu estava buscando, é possível interagir com este conteúdo através de opções como discussão de tópico, edição de texto, acesso a links relacionados, etc. Isso implica que eu possa ter um cadastro na Wikipedia e que possa ter co-autoria nesse conteúdo através da minha participação.

Em síntese, este é o princípio da Web 2.0, enquanto na versão 1.0, não há indicação de interatividade com o conteúdo. Ou seja, eu poderia apenas consumir a informação que ali estava disponível, sem que, no entanto, pudesse eu mesma produzir informação a respeito. Há milhares de exemplos de conteúdo colaborativo, como blogs, redes sociais e outros espaços de produção do internauta (comentários de notícias, ferramentas publicadoras de conteúdo multimídia, entre outros). No entanto, resquícios da Web 1.0 não deixam de existir e somar à rede um banco de dados estático de informação.

A tendência atual parece ser de que a informação estática perca espaço ao longo do tempo, e cada vez mais a Internet se caracterize por um espaço público, colaborativo, interativo, dinâmico. Um exemplo disso é a própria supremacia do Google, quando cria ferramentas online para que possamos buscar/criar conteúdos de nosso interesse utilizando suas ferramentas como plataforma. Nomenclaturas à parte, o que vemos é a própria ampliação progressiva das redes.